Férias sem espera

Você começa a trabalhar em Londres e já tem direito a férias. Simples assim.

Sem período aquisitivo, sem esperar 365 dias para poder descansar. Sem burocracia. Chegou, já pode marcar férias.

Normalmente você tem direito a 28 – 30 dias úteis de férias – ou “annual leave”, como se diz por aqui. Sim: dias úteis. São cerca de 6 semanas por ano. E o melhor: você pode tirar um dia de cada vez. Ou meio dia, se preferir.

Se começar a trabalhar ao longo do ano – o que é bem comum – você tem direito a férias proporcionais. Por exemplo: eu comecei a trabalhar dia 29/02/2016 e, por contrato, tenho direito a 28 dias de férias por ano. Logo, em 2016, eu tive direito a férias proporcionais: 23,5 dias (olha o meio dia de férias ai, gente!)

Meio dia de férias é incrivelmente útil para viagens. Você pode comprar uma passagem para as 16h de uma sexta-feira, evitando a hora do rush e voltar em uma segunda de manhã, aproveitando o final de semana todinho. Ou você pode tirar metade do dia para fazer algo que só vai te levar… metade do dia – não sacrificando o dia todo de trabalho (ou de férias).

Eu tirei meu primeiro dia de férias aqui em Londres cerca de 50 dias depois que comecei a trabalhar. Tirei um dia só, era só que o precisava mesmo. Depois tirei mais quatro dias, emendei um feriado e aproveitei o fim de verão.

Seis semanas de férias por ano é coisa para caramba e se você não se programa direitinho acaba faltando dias para marcar os descansos. A maioria das empresas te permite transferir 5 dias de férias para serem gozadas no ano seguinte, durante o primeiro trimestre. Mesmo assim, é importante se planejar para não acabar perdendo férias.

O Marcos, por trabalhar com informações confidenciais e ter um cargo considerado de “confiança”, é obrigado a ficar 10 dias consecutivos fora do trabalho. Ainda assim, não temos a exigência de tirarmos 10, 15, 20 ou 30 dias seguidos de férias. Para o “block leave” dele – também conhecido com “consecutive leave”, é possível combinar férias, feriados e finais de semana. Dá para fazer um bem bolado, e tirar só alguns dias, sem “queimar” 10 dias de férias.

Ao contrário do Brasil, aqui funcionário não vende férias: é mais comum em algumas empresas o funcionário comprar mais dias do que perder. O meu banco é uma dessas empresas, que permite a compra de dias. O processo é bem simples, mas deve ser feito no início de cada ano (planejamento é realmente relevante quando se trata de férias por aqui).

Pelo que sei,  a regra das férias é consistente em toda Europa, com algumas pequenas variações. Só não na França. Lá eles tem mais dias de férias – e mais feriados também, diga-se de passagem…

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